Massagem em Ayurveda
Segundo o Ayurveda, as massagens clássicas ocupam uma posição de destaque nos tratamentos de nosso corpo.
O Abhyanga, que significa “ato de untar o corpo” é o ponto central desta prática terapêutica. Na Índia, observam-se várias seqüências que variam de região para região. O processo é extremamente simples, acessível e normalmente aplicado sobre o droni e que pode ser adaptado para 1 ou mais terapeutas ao mesmo tempo.

O interesse pela massagem tem aumentado continuamente, principalmente pelos benefícios que ela produz. O corpo mantém-se calmo, a mente aquieta-se, os sistemas linfáticos e sanguíneos se harmonizam restabelecendo o bom funcionamento dos complexos capilares e linfáticos.
A busca pela massagem normalmente vem pelo relaxamento ou fortalecimento do corpo, músculos e tecido adiposo; mas um grande benefício é a liberação de toxinas. Antes de tudo é devido verificar/determinar a constituição da pessoa.

O objetivo da massagem deve ser definido segundo uma comparação entre Prakruti e Vikriti - sua natureza e estado atual do paciente. A partir daí a terapia ideal será determinada e o uso do óleo e ervas agregadas.
Os óleos no Ayurveda atuam como material de extrema importância, devido ao aspecto personalizado, ajustado aos diferentes bio-tipos.
De longe, o óleo de gergelim é o óleo com maior numero de referencias e citações clássicas. O que é importante lembrar, é que o óleo para tratar quadros de Vata e/ou compatíveis com Vata Prakriti deve ser harmônico com as propriedades recomendadas para Vata.
Os óleos com potencia quente são indicados para Vata e Kapha, enquanto que os óleos com propriedades refrescantes são ótimos para Pitta. Munido destas importantes ferramentas, a determinação constitucional e os óleos compatíveis para cada constituição, o massoterapeuta ou profissional estará praticando Ayurveda, pois sem personalizar o atendimento rompe-se com o desejo básico do Ayurveda.

Fernanda Güss
Surya Kendram |