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Atitude
- Muito Mais Gostoso
Emanuel Neri, jornalista
Vamos discutir nosso meio ambiente
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Duna na Ponta de Santo Cristo |
Chegou a hora
de a população de São Miguel do Gostoso dizer o que pensa (e o que quer)
do seu meio ambiente. Ainda esta semana –ou na próxima, no mais tardar –
o Idema (Instituto de Desenvolvimento do Meio Ambiente) e o Departamento
do Patrimônio Público Nacional vão realizar uma audiência pública na
nossa cidade para debater os principais problemas que ameaçam a
preservação da nossa natureza. |
O pedido da audiência foi feito por ambientalistas locais e
encampado pelo prefeito Miguel Teixeira. O pedido de audiência já foi aceito
pelo Idema, faltando apenas acertar a data do debate. Na pauta da discussão,
estão temas como a construção de resorts na região –como o Pedra d’Santo Cristo,
no distrito de Monte Alegre, em Touros --, a regulamentação da APA (Área de
Preservação Ambiental) do Santo Cristo e o perigoso trânsito nas nossas praias.
Mas, como se trata de uma audiência pública, qualquer assunto
referente ao meio ambiente pode ser discutido. Qualquer pessoa pode propor
debates sobre qualquer tema que diga respeito à preservação da nossa natureza. É
importantíssimo que a população, especialmente as pessoas identificadas com a
defesa do meio ambiente, participem deste debate. A audiência deve ser realizada
na Câmara Municipal de São Miguel do Gostoso.
A construção do resort Pedra D’Santo Cristo preocupa muito os
ambientalistas locais. É que o projeto começou a ser construído com a derrubada
de árvores centenárias, sem um plano de esgotos e de saneamento básico e,
pasmem, com um projeto verticalizado –prédios de até 5 andares, em uma região
onde predominam construções térreas. Agora, quando as obras foram retomadas após
um longo embargo do Idema, a construção de chalés está sendo feita na beira da
praia, sem respeito às leis que determinam uma maior distância do quebra-mar.
O Idema precisa explicar as condições que levaram este órgão
a suspender o embargo e liberar a obra deste gigantesco hotel, com capacidade
para cerca de 2 mil pessoas. Igualmente preocupante é a falta de regulamentação
da APA do Santo Cristo, o principal cartão-postal de São Miguel do Gostoso. Sem
leis que garantam seu tombamento, há riscos de ser destruído pela especulação
imobiliária que tomou conta da região.
Obra prima da natureza, a Ponta do Santo Cristo bloqueia as
dunas e evita que elas invadam São Miguel do Gostoso. Se deixar de existir, há
sério risco de boa parte da nossa cidade ser soterrada pelas dunas, a exemplo do
que ocorre em outras praias da região, como a Praia do Marco e São Bento do
Norte. O ex-prefeito João Wilson criou aquela APA por decreto, mas é necessário
que seja regulamentada pelo Idema e Ibama, para existir legalmente.
Por último, outro tema da pauta da audiência pública com o
Idema é o trânsito maluco das nossas praias, que põe em risco a vida de
banhistas. Já se pediu muito à Prefeitura para proibir este trânsito no trecho
urbano da cidade, desviando-o para as ruas centrais. O Nordeste e em particular
o Rio Grande do Norte estão cheios de histórias de mortes provocadas por
motoristas, muitos deles embriagados, que trafegam em alta velocidade pelas
praias. Ainda há tempo para São Miguel do Gostoso evitar estas tragédias.
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(01-02-2006)
Comentário de Liliane, São Paulo:
Sou proprietária de um terreno em São Miguel, e moro em S.P, todos
os anos visito a cidade e fico sempre admirada com suas belezas
naturais, só que no ano passado fiquei assustada e preocupada com o
aumento de construções e estrangeiros na cidade. Gostaria que as
pessoas que residem nesse paraíso não deixem que as pessoas que só
visam lucro destruam este lugar, por isso discutir de maneira
consciente as questões ambientais é extremamente importante. Caso
contrário São Miguel perderá o encanto e ganhara problemas
relacionados a poluição, degradação da vegetação entre outros
fatores ambientais, tornando-se igual a praia de Pipa.
Boa discussão e um forte abraço
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(20-03-2006)
Comentário de Dirceu, Rio de Janeiro:
Caro
Emanuel Neri, sou do Rio de Janeiro e visitei S.Miguel do Gostoso há
duas semanas. Me apaixonei pelo lugar. Com certeza vou voltar assim
que possível. Vi que a cidade é pacata e a natureza lindíssima. Me
preocupou o excessivo loteamento de áreas de preservação ambiental,
que são compradas indiscriminadamente por estrangeiros para futura
especulação. Observando terrenos, registrei na praia do Cardeiro um
crime ambiental absurdo. Um terreno posto a venda por R$ 150 mil por
um suposto espanhol, que além de retirar terra e areia de locais
públicos, vem aterrando uma lagoa para futuro loteamento. Onde estão
os órgãos públicos ?????!!!! IBAMA, Secretaria estadual e municipal
de meio ambiente, ministério público para punir estas pessoas.
Existe a lei de crimes ambientais No. 9.605, de 12/02/98 que
enquadra este tal espanhol. Soube também de um possível resort de um
grupo português na Ponta do Santo Cristo com prédios e tudo mais.
Não sei se concorda comigo, mas não é este tipo de turismo que
interessa à cidade. Acredito que deveria haver uma ação pública
(comunidade, órgãos competentes, ongs, etc.) para barrar este tipo
de "modelo" de desenvolvimento de ocupação 'a qualquer preço',
criando um modelo de desenvolvimento sustentável que preserve a
cidade, o ambiente e a população. Como posso entrar em contato com o
cineasta Eugênio Pupo, pois tenho grande interesse de integrar de
alguma forma o projeto cinematográfico dele. Sou engenheiro,
ambientalista e já trabalhei produzindo vídeos. Se precisar posso
mandar currículo. Fiquei esperançoso quando li sua coluna, pois vi
que tem pessoas informando e comunicando sobre ações ambientais e
sociais que preservam a autenticidade das comunidades locais. Abaixo
envio a foto registrando o fato.
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(20-03-2006)
Comentário de Dirceu, Rio de Janeiro:
Aproveitando
o tema ambiental, sugiro uma campanha de conscientização e educação
ambiental para a população, e principalmente guias de turismo e
turistas que jogam lixo em toda parte. É uma lástima ver a ponta do
santo cristo com tanto lixo como na foto (garrafas PET, isopor,
latas, garrafas de vidro, e até sacos de cimento ). Além de
quantidade enorme de carros e motos passando em alta velocidade nas
praias e dunas pondo em risco as pessoas e também a biota costeira.
É necessário um estudo de impacto ambiental e plano de manejo para
estas áreas, além de fiscalização e monitoramento adequados. Espero
assim contribuir para melhor preservação e conservação do ambiente
natural de Gostoso. Por um " Gostoso + Gostoso ".
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