A Escola Estadual Olímpia Teixeira na cidade de São Miguel do Gostoso precisa urgentemente de professores. O numero de aulas é mínimo. Está na metade do ano letivo e os alunos mal foram à escola. Não é por ausência de diretor ou de alunos, caderno ou transporte, é simplesmente pela falta de professores. O que os alunos estão acham disso? Qual o grau de informação adquirido por alunos que terminam o ano sem ter visto um quarto do necessário? Estarão eles preparados para prestar um vestibular? Ou, em fim, para a vida? Considerando o papel da educação.

A diretora da Escola, Damiana Barbosa dos Santos, consultada sobre esta situação ela fala: “A situação caótica que a Escola Estadual Olímpia Teixeira está enfrentando, não é diferente das demais escolas estaduais. A ausência de professores para exercer suas respectivas funções dificulta em demasia o quadro de funcionamento da mesma. Conheço a realidade dessa escola, desde 2002 quando já lecionava língua Portuguesa, e o processo seletivo para estagiários era parecido com o que acontece hoje. Vale salientar que era menos rígido. Hoje, como gestora da referida instituição, estou vivenciando um dos momentos mais difíceis de minha profissão que é a cobrança de pais e alunos reclamando o preenchimento do quadro de docentes e que não depende da minha vontade. Muitas vezes eles não entendem o que está acontecendo preferindo apontar culpados e não ajudar a resolver a situação. A Secretaria Municipal de Educação de São Miguel do Gostoso é quem tem sido uma grande parceira, caso contrário à escola já teria ido para o fundo do poço”.

Os jovens não são os culpados pela ausência do estimulo para estudar seja dentro da escola e mesmo fora dela. É preciso de ensino e educadores, motivadores e orientadores da prática ao estudo. A Secretaria de Educação do Estado não assume a sua responsabilidade. Pois que, em vez disso, opta pela omissão. A questão orçamentária não é o problema da educação, mas sim, o compromisso sério do governo. Já os estudantes, os pais e a população num todo, com o empenho do poder público, precisam se mobilizar na luta pela garantia dos direitos básicos do cidadão descritos na constituição brasileira, inclusive: “Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Sondando o sentimento dos estudantes em relação a esta mesma situação, entre outros, perguntei a aluna Cinthia Monayra Barbosa de Matos, 16 anos, integrante do grupo de teatro Nós na Rua do Espaço Tear, sobre o que ela estava achando da situação, ela, demonstando-se muito insatisfeita respondeu: “Acho um absurdo. Uma falta de respeito com os alunos e uma total irresponsabilidade do Governo Estadual”. Ainda disse: “O que me faz insistir no estudo é a vontade de cursar uma universidade no futuro”.
Se parar para analisar é possível se dar conta que esse problema não afeta só os alunos. A falta de professores no ensino médio é algo que prejudica a população e dessa forma a comunidade não evoluí. Isso é como esquecer a cidadania. Não somos os causadores dessa situação, mas não estamos ajudando se ficarmos parados sem fazer nada para amenizá-lo. Antes de julgar quem são os culpados, é preciso entender melhor o processo e saber a que se pode recorrer para tentar solucionar o problema.
A verdade é que não podemos fingir que está tudo bem. Também é papel de cidadão lutar pelo desenvolvimento da comunidade. Da mesma forma que se faz necessário já, que haja um incentivo maior de cada habitante para o envolvimento desses alunos no estudo. O mínimo que se pode fazer enquanto essa situação não é solucionada, é estimular esses jovens a usufruir de outros meios para estudar e se manter atualizado. A internet é um ótimo instrumento de pesquisas escolares, e que isso venha se tornar um hábito diário para todos. A população não pode desistir de algo tão precioso como o direito a educação.
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